“Bem como o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”(Mc. 20:28)
A sociedade moderna tende cada dia para o âmbito do sucesso desmedido. Hoje, uma pessoa bem-sucedida, significa uma pessoa que tem muitos bens e prestígio em meio à alta sociedade. Vivemos no auge do capitalismo moderno, aonde chegar ao topo é o que interessa, mesmo que isso signifique passar por cima de quem quer que seja. Nesse panorama, enxergamos a igreja. Uma ferramenta de muito poder, mas que acabou por se conformar com a situação atual.
A cultura de sincretismo obtida em muitos aspectos pela igreja, fez com que alguns valores dentro da própria instituição se invertessem. Hoje, o que vemos é uma igreja repleta de “super pastores”, que possuem jatinhos e helicópteros, com a desculpa de poder pregar em mais lugares e alcançar mais vidas, temos igrejas colossais, com colunas titânicas e arquiteturas imperiais, onde se gastam milhões – ou até bilhões – para a construção das mesmas. Outro dia, fiquei sabendo da construção do Templo de Salomão, em São Paulo: "Será uma mega igreja, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, dimensões que superam as de um campo de futebol oficial e as do maior templo da Igreja Católica da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída num quarteirão inteiro de 28 mil metros. A altura de 55 metros corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor"(blog do Bispo Edir Macedo). Ou seja, o que vemos hoje é um cristianismo às avessas.
Não podemos esquecer o que somos: CRISTÃOS. A palavra “cristão” foi usada pela primeira vez em referência a Barnabé e Saulo, enquanto pregavam em Antioquia (At. 11:26), e o seu significado no grego é “pequeno Cristo” ou uma réplica submissa de Cristo, um imitador fiel. A pós-modernidade tem sufocado e engolido os preceitos da igreja cristã, nos tornando reféns do nosso próprio ego e auto-suficiência, mas, Cristo nos convida a sermos diferentes, irmos na contra mão. Quebrar paradigmas é o desafio diário do cristão. O versículo ao qual iniciamos esse texto se refere justamente a isso. Jesus estava com os seus discípulos a quase três anos, caminhando com eles, comendo com eles, os ensinando, curando e operando maravilhas através deles. Porém, num determinado momento, dois de seus discípulos fazem um pedido incomum: “Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda.”(Mc.10:37). Jesus, percebendo que eles ainda não tinham entendido suas atribuições como discípulos, chama os doze para perto de si – e aí, dá pra imaginar Jesus ajuntando eles com amor e paciência, afim de que eles aprendam e guardem aquelas palavras tão preciosas – e diz: “Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal.”(Mc.10:42,43).
Fomos chamados pelo mestre para sermos servos. Só existe um Senhor, e é Cristo Jesus, e foi o nosso primeiro modelo de submissão e subserviência ao nosso Deus. Se nós somos cristãos, nossa obrigação é nos despirmos de nós mesmos, descermos dos nossos púlpitos enfeitados e confortáveis, sair de nossa zona de conforto e SERVIR. Esse é o desafio dos crentes em Jesus. Tomar cada dia nossa cruz e segui-lo (Lc.9:23), independente de onde Ele nos mande ir. A cruz diária é um sacrifício muito menor que o de Cristo por nós. Pensemos nisso, e foquemos em Jesus, o autor e consumador de nossa fé.
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ResponderExcluirgostei de texto negão! parabéns.
ResponderExcluirdivulgarei via twitter. :)
Welcome to blog! Obg por existir na minha vida, mio cuore ;)
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