segunda-feira, 2 de maio de 2011

QUEM DIZEIS QUE SOU?

   Durante toda a História dos hebreus, muitos homens surgiram inspirados por Deus pra falar a respeito de Seu amor e Seu plano para a salvação da humanidade. Esses homens anunciavam coisas que só eram de conhecimento do Todo poderoso, por isso, tinham o respeito de todo o povo, em contra-partida, quando alguma das coisas anunciadas por esses homens deixava de se cumprir, eles eram considerados blasfemadores e condenados à morte por apedrejamento. Com essas condições, os profetas tinham muito cuidado ao dizer algo que viesse de Deus, se preocupando em relatar exatamente como Deus falou.

   No novo testamento, com a vinda do Cristo prometido por Deus, o acesso ao Pai se torna irrestrito e bastante simples, anulando todos os rituais de propiciação que existiam antes do sacrifício perfeito que era Cristo. Porém, em meio a tantos profetas na história daquele povo, existiu um conflito entre o povo: QUEM ERA AQUELE HOMEM? E essa indagação foi levantada por Jesus, quando estava perante os seus discípulos. Depois de ouvir o que os outros acham dEle, Jesus direcionou a pergunta para os apóstolos: E VOCÊS? QUEM DIZEIS QUE SOU?

   Me deparando com essa pergunta feita aos doze, chego à uma outra questão: Se fosse feita essa pergunta para nós, saberíamos a resposta porque já está revelada na palavra, ou porque REALMENTE conhecemos Cristo? Se estivéssemos perante Jesus e os doze no momento dessa pergunta, saberíamos responder? Muitas vezes nos contentamos em saber “o que o povo diz a respeito de Jesus”, quando na verdade, Ele está interessado que NÓS o conheçamos.

   Observando a quantas anda a exposição da palavra nos dias de hoje, não tenho certeza se as pessoas que se dizem cristãs, entendem o que significa isso. Vejo muitos cristãos sentimentais e mimados, esperando a companhia do Cristo Rei, dono do ouro e da prata, enquanto desprezam o Cristo Servo, que disse que quem quiser ser o maior tem que se fazer menor, e nos orientou que teríamos de sofrer aflições.

   “O sangue dos mártires é a semente do evangelho”. Esse ditado foi – e ainda é em muitos lugares do mundo – uma verdade na vida cristã. Mas, hoje, parece que esquecemos do Cristo que não tinha onde reclinar a cabeça, que foi sepultado num túmulo emprestado. Hoje, nossa mordomia se resume em ir à igreja aos domingos, e – as vezes – participar de alguns cultos de oração durante a semana. O apóstolo Paulo fala a respeito de “sofrer os sofrimentos de Cristo”. E ele é um cara que entende de sofrimento! Um dos textos mais impactantes de Paulo, a meu ver, é o texto de Filipenses 3:3-14, onde ele mostra uma série de motivos para ele não querer uma vida sofredora, visto que era um homem capacitado, estudioso, conhecedor das leis e de costumes judaicos. Porém, no verso 7 ele declara: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo".

   Das duas uma: ou o tipo de evangelho pregado por Paulo e os apóstolos mudou, ou a nossa concepção de servir a Cristo está completamente deturpada! Como iremos conseguir ouvir a voz de Deus e falar para as pessoas EXATAMENTE o que Ele quer de nós, se nós não conhecemos de verdade a Palavra encarnada que é Cristo (João 1:14)? Acho que já está na hora de sairmos da nossa zona de conforto e começar a servir... a amar... afinal, não é por isso que a bíblia diz que seremos conhecidos? Pelo amor(João 13:35)?

   Pra servir bem, precisamos saber o que o Senhor precisa... conhecer as vontades dEle... Conhecer Ele, para que no dia em que a pergunta vier: “quem dizeis que sou?” possamos responder com segurança e por experiencia própria: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”!

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